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Roma-1960

Um heroi como porta-bandeira

A oitava participação do Brasil nas Olimpíadas contou com um atleta ilustre como porta-bandeira da delegação. Adhemar Ferreira da Silva, dono de duas medalhas de ouro no salto triplo (Helsinque-1952 e Melbourne-1956), entrou como o grande destaque do time nacional para aquela que foi sua última Olimpíada. Prestes a terminar a carreira, o que fez pouco depois dos Jogos, Adhemar terminou aquela edição sem se classificar para a final, ficando na modesta 14ª posição. Ainda assim, foi muito aplaudido no Estádio Olímpico. Mais tarde, viria a explicação para sua atuação abaixo da média: ele disputou a prova com um princípio de tuberculose. A doença foi causada, principalmente, pelo vício de fumar, iniciado ainda adolescente, aos 16 anos.

Após a glória no atletismo, Adhemar se dedicou aos estudos, formando-se em direito e educação física, em 1968, e em relações públicas, em 1990. Entre outras funções, foi adido cultural do Brasil em Lagos, na Nigéria, entre 1964 e 1967.  Adhemar atuou até como ator, na peça “Orfeu da Conceição” (1960), de Vinícius de Moraes, e no filme “Orfeu Negro”, que recebeu a Palma de Ouro n o Festival de Cannes e o Oscar de melhor filme em língua não-inglesa, em 1959. Falecido em 12 de janeiro de 2001, aos 73 anos, Adhemar Ferreira da Silva entrou para o Hall da Fama do atletismo em 2012. Ele é ainda o único brasileiro a representar a nação no salão da Federação Internacional de Atletismo (IAAF).

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CBAt # Pouco antes de se aposentar, Adhemar Ferreira da Silva foi o porta-bandeira da delegação brasileira em Roma
Pouco antes de se aposentar, Adhemar Ferreira da Silva foi o porta-bandeira da delegação brasileira em Roma


Dois bronzes
Na capital italiana, o Brasil subiu ao pódio duas vezes. No basquete, o país conquistou sua segunda medalha de bronze, após uma campanha de seis vitórias e duas derrotas, para os Estados Unidos e a União Soviética, que ficaram, respectivamente, com o ouro e a prata. Foi uma campanha que coroou o esforço e o talento de uma geração de incríveis jogadores como Amaury Antônio Passos, Carmo de Souza (Rosa Branca), Edson Bispo dos Santos, Wlamir Marques e Zenny de Azevedo (Algodão).

A outra medalha, também de bronze, veio das piscinas. Manuel dos Santos Júnior, competindo nos 100m livre, chegou atrás apena s do australiano John Devit, medalha de ouro com direito a novo recorde olímpico, e do norte-americano Lance Larson. O Brasil ainda conseguiu bons desempenhos, embora sem medalhas, na vela, com Reinald Conrad em quinto, na classe Finn; e no ciclismo, com o sexto lugar de Anésio Argenton, na prova contra o relógio.

Apenas uma mulher representou o Brasil nos Jogos de Roma: Wanda dos Santos, que competiu no atletismo, nos 80m com barreiras.

Classificação por total de medalhas

* O Brasil ficou com o bronze na natação, com Manoel dos Santos Junior, nos 100m livre, e no basquete masculino