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Cidade do México-1968

A batalha de Prudêncio

Para o paulista Nelson Prudêncio, os Jogos do México foram o momento de descoberta de seu verdadeiro potencial, justamente em uma disputa em que o recorde mundial do salto triplo foi posto à prova seguidamente. Antes dali, Nelson Prudêncio nunca tinha saltado perto de 16,50m. Entretanto, surpreendeu a todos quando teve início uma batalha com o soviético Viktor Saneyev e o italiano Giuseppe Gentile. Os três quebraram o recorde mundial incríveis nove vezes em um único dia. Ao fim, Saneyev ficou com o ouro e com o recorde mundial (17,39m). Nelson Prudêncio garantiu a prata (17,27m) e Gentile, o bronze (17,22m).

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CBAt # Saltando 17,27m, Nelson Prudêncio conquistou a medalha de prata no México
Saltando 17,27m, Nelson Prudêncio conquistou a medalha de prata no México


Outros dois bronzes
O pódio de Nelson Prudêncio seria acompanhado por outros dois bronzes do Brasil na Cidade do México. No boxe, Servílio de Oliveira travou um combate muito equilibrado com o mexicano Ricardo Delgado, decidido pelos juízes. Eles deram vitória ao representante do México, que, na decisão, triunfou sobre o polonês Artur Olech. Servílio ficou com o bronze. Além do atletismo e do boxe, a vela brasileira também fez bonito, com Reinaldo Conrad e Bukhard Cordes, que conquistaram o bronze na classe Flying Dutchman.

O Brasil por pouco não conquistou outras medalhas no México. Na natação, o recordista mundial dos 100m peito Sylvio Fiolo terminou a prova em quarto lugar, a um décimo de segundo dos terceiros colocados, os soviéticos Vladimir Kosinsky e Nikolai Pankin, que terminaram a prova com o mesmo tempo (1min08s0). Fiolo marcou 1min08s1.

No basquete, o Brasil também brigou pelo pódio. Depois de dois bronzes seguidos, a Seleção ficou em quarto, após ter perdido a disputa do terceiro lugar para a União Soviética por 70 a 53.

Classificação por total de medalhas

*O Brasil ganhou a prata no salto triplo, com Nelson Prudêncio, e dois bronzes, no boxe peso mosca, com Servílio Sebastião de Oliveira, e na vela, na classe Flying Dutchman, com Burkhard Cordes e Reinaldo Conrad