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Goalball

23/11/2016 18h39

Paralimpíadas Escolares

Técnico da seleção feminina de goalball aproveita Paralimpíadas Escolares para observar novos talentos

Comandando a equipe masculina da Paraíba na competição, Daílton do Nascimento elogia estrutura do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo

Técnico da seleção feminina de goalball nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, Daílton do Nascimento chegou ao Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, com função dupla. Além de observar as jovens atletas que disputam as Paralimpíadas Escolares e detectar novos talentos, ele comanda a equipe masculina da Paraíba que participa da competição. Resumindo, Daílton fica de olho na quadra o tempo todo, mesmo quando seu time não está em ação.

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Goalball teve a disputa de jogos no masculino e no feminino no primeiro dia das Paralimpíadas Escolares. Foto: Márcio Rodrigues/MPIX/CPB

“Estou como técnico dos meninos da Paraíba, mas não saio da quadra, sempre olhando as meninas jogar. É aqui que a gente descobre talentos”, afirma o treinador. “Em março teremos o Parapan de Jovens e provavelmente a formação da nossa equipe brasileira vai sair daqui”, acrescenta ele, citando a competição continental que será realizada no CT Paralímpico no ano que vem.

Representando um dos estados referência no país quando o assunto é goalball, Daílton exalta o evento escolar e destaca a importância dele para o desenvolvimento da modalidade. “Tudo inicia nas aulas de educação física. Esse trabalho de base é fundamental para a formação das nossas principais equipes”, diz.

Acostumado a competições de alto nível com a seleção, o treinador elogiou a estrutura do Centro de Treinamento para o goalball. Segundo ele, algo sem igual no Brasil. “Esse espaço é o único específico para a modalidade. A acústica é maravilhosa e o piso é muito bom. As condições de treino de muitas equipes que estão aqui está longe disso”, compara, fazendo analogia com a oportunidade que os jovens de 12 a 17 anos estão tendo em São Paulo. “É como se estivessem jogando no Maracanã.”

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Daílton (D) e um de seus comandados na competição escolar, o jovem Renan, de 17 anos. Foto: Vagner Vargas/Brasil2016.gov.br

“Me sinto privilegiado”

Um dos comandados de Daílton na equipe paraibana é Renan Bezerra da Silva, de 17 anos. O atleta conheceu o goalball ainda novo, com seis anos, e acumula conquistas impressionantes até mesmo entre os adultos, como o título da Copa Brasil da modalidade com o time da Apace (PB), em 2014.

Mesmo acostumado a treinar e competir entre os adultos, Renan faz questão de elogiar a oportunidade de disputar as Paralimpíadas Escolares no CT Paralímpico. “Eu me sinto privilegiado. Tento dar o máximo e honrar a camisa do meu estado. Se não fossem eles me ajudando, nos dando apoio, nossos professores que nos treinam, a gente não estaria aqui. É por eles que dentro de quadra a gente tem que dar o máximo”, comenta o atleta.

Após a competição, Renan não vai ter nem tempo para descansar. A partir de sábado (26.11), ele se junta à seleção juvenil e embarca para o Equador para disputar um torneio com quatro países sul-americanos. Daílton também estará lá, mas treinando a equipe feminina do Brasil.

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Renan em ação pela seleção da Paraíba nas Paralimpíadas Escolares. Foto: Márcio Rodrigues/MPIX/CPB

Vagner Vargas, brasil2016.gov.br