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Basquete

18/01/2016 00h13

Aquece Rio

Avaliação do basquete: estrutura é top, pintura e iluminação serão aprimoradas

Após sete partidas, opinião de atletas olímpicos e paralímpicos será levada em conta para ajustes pontuais na Arena Carioca 1

Foram três dias, seis partidas de basquete, uma de basquete em cadeira de rodas e muita atenção a cada detalhe da operação. Inaugurada na última semana, a Arena Carioca 1 passou pelo primeiro de uma série de eventos-teste programados com mais pontos positivos do que negativos, segundo balanço do Comitê Organizador Rio 2016.

De um ponto de vista mais amplo, a instalação agradou tanto ao comitê quanto aos atletas que testaram o palco do basquete, do basquete em cadeira de rodas e do rúgbi em cadeira de rodas nos Jogos Rio 2016.

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A iluminação da quadra, os placares eletrônicos e o piso serão substituídos até o Rio 2016. Foto: Miriam Jeske/Heusi Action/brasil2016.gov.br

“A Fiba (Federação Internacional de Basquete), que está com a gente há mais de 10 dias, está muito satisfeita. Eles aprovaram as instalações, os fluxos e o calibre do evento. Eles estão com a gente desde que começou o projeto e agora se materializou. Os resultados até agora são muito positivos”, avaliou Gustavo Nascimento, diretor de instalações do Rio 2016.

A iluminação da quadra, que gerou algumas observações das atletas de que estava refletindo na tabela de forma prejudicial, faz parte de um pacote de aparatos complementares da estrutura que foram usados no evento-teste de forma provisória.

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“A iluminação e os placares são temporários e serão alterados. O piso terá as mesmas especificações, mas com uma cor e um tratamento de decoração diferente”, citou Gustavo Nascimento. “Recebemos feedback das atletas, dos atletas em cadeira de rodas e vamos assimilar todas as informações que nos passaram. Esse é o patrimônio do evento-teste. O que podemos dizer é que hoje a Arena Carioca 1 não deve nada a nenhuma arena de alto rendimento do mundo inteiro.”

Dentro de quadra, outro problema identificado pelo Comitê Rio 2016 foi a pintura da quadra, que ficou desgastada ao longo dos jogos. O problema foi percebido durante o evento e uma solução já foi testada no domingo (17.01), último dia da competição.

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Opinião dos atletas será levada em conta para futuros ajustes na Arena Carioca 1. Foto: Miriam Jeske/Heusi Action/brasil2016.gov.br

“A gente percebeu uma deficiência técnica na tinta, que descascou de uma partida para a outra. Foi feito um ajuste de sábado (16.01) para domingo para testar a durabilidade da tinta”, explicou Rodrigo Garcia, diretor de esportes do Rio 2016. “Temos que ajustar também nossa operação entre o vestiário e a vinda para a quadra”.

Uma das reclamações de um dos atletas do basquete em cadeira de rodas também entrou na lista de observações do comitê. Segundo Rodrigo Garcia, o fato de a Arena Carioca 1 estar prestes a receber outras duas competições este mês – halterofilismo, de 20 a 23 de janeiro e luta olímpica, 30 e 31 – influenciou.

“Teve esse comentário de que a área do vestiário era apertada e pequena, mas a gente está com toda a estrutura de todos os eventos que vamos fazer aqui na arena. Temos 20 armários dentro do vestiário, e para os Jogos Paralímpicos não vamos precisar dessa quantidade. É importante levar o comentário para poder estudar e ver se terá impacto ou não, mas fazia parte do que a gente queria testar”, detalhou o diretor.

Segundo Rodrigo, o fato de a Arena Carioca 1 receber mais dois eventos no mês, embora não sejam de modalidades que estarão em disputa no local nos Jogos Rio 2016, também serão fatores positivos para a preparação.

“Entre hoje e o dia 20, quando começa o halterofilismo, teremos um intervalo de 18h para deixar toda a área de competição retirada. É um teste crucial, embora durante os Jogos não iremos fazer a transição do basquete para o halterofilismo”, explicou Garcia, citando a preparação da quadra para o rúgbi em cadeira de rodas como uma das transições que precisarão ser feitas durante os Jogos na instalação.

“Trabalhar com prazos apertados exige um planejamento bem feito. O teste nos dá a chance de fazer esse planejamento e, se necessário, ajustá-lo. Estamos confiantes de que estamos preparados para isso”, encerrou o diretor de esportes.

Vagner Vargas – brasil2016.gov.br