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Ginastica rítmica

22/01/2016 16h39

Virada Olímpica

Brasil volta ao individual geral da ginástica rítmica depois de 24 anos

Natália Gaudio será a representante nacional. País também tem assegurada a participação da seleção de conjunto, que terá os nomes definidos em junho
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Natalia Gaudio durante o Mundial disputado em Stuttgart, na Alemanha. Foto: CBG
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Natalia Gaudio durante o Mundial disputado em Stuttgart, na Alemanha. Foto: CBG
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Natalia Gaudio durante o Mundial disputado em Stuttgart, na Alemanha. Foto: CBG
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Natalia Gaudio durante o Mundial disputado em Stuttgart, na Alemanha. Foto: CBG
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Natalia Gaudio durante o Mundial disputado em Stuttgart, na Alemanha. Foto: CBG
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Conjunto brasileiro conquistou o penta no Pan de Toronto. Time para a Rio 2016 será definido em junho. Foto: Danilo Borges/Brasil2016.gov.br
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Quando desembarcou em Stuttgart, na Alemanha, em setembro de 2015, a capixaba Natália Gaudio tinha um objetivo claro: ser a brasileira mais bem colocada ao término do Mundial. Esse era o caminho para colocar seu nome na vaga olímpica assegurada ao país-sede e para, de quebra, entrar para a história da ginástica rítmica, modalidade que não tinha uma representante brasileira no individual desde os Jogos de 1992, em Barcelona – curiosamente, o ano em que Natália nasceu.

A atleta de 23 anos cumpriu o planejamento. “Fiz uma competição impecável, não tive erro em nenhum dos aparelhos e saí satisfeita com o trabalho”, relembra a ginasta, que terminou com a 51ª colocação, com 46,766 pontos, e garantiu a vaga olímpica no individual geral. A compatriota Angélica Kvieczynski ficou em 54º lugar (46,649 pontos).

“Treinei por 18 dias na Bulgária antes do Mundial, exatamente para me preparar, e conquistei a vaga depois de me dedicar muito e dar tudo de mim nesses treinos. Cheguei ao Mundial me sentindo 100% preparada”, diz Natália, que em 2015 ainda se tornou tetracampeã brasileira e sul-americana, além de ter levado o bronze no Meeting Internacional, em Vitória (ES). “Só somei coisas boas e estou feliz. Espero que 2016 seja melhor ainda”, deseja.

Para o primeiro semestre, a ginasta espera acumular ainda mais experiência antes de sua estreia nos Jogos. “Já temos o planejamento para tentar participar do máximo possível de Copas do Mundo antes das Olimpíadas. Em março a gente começa a competir. Também planejamos três intercâmbios de treinos”, explica.

As metas da atleta, contudo, vão além de 2016. “Sempre desejei deixar uma história para a ginástica rítmica no individual. Serei a terceira brasileira a participar das Olimpíadas nessa prova e acho que isso é importante para as meninas que estão começando”, acredita. Antes de Natália, Rosana Favila e Marta Schonhurst foram as representantes do Brasil em Jogos Olímpicos, nas edições de Los Angeles-1984 e Barcelona-1992, respectivamente, terminando em 19º e em 17º lugares.

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Conjunto brasileiro conquistou o penta no Pan de Toronto. Time para a Rio 2016 será definido em junho. Foto: Danilo Borges/Brasil2016.gov.br

Seleção de conjunto

Além da vaga de Natália, o regulamento da Federação Internacional de Ginástica (FIG) ainda garante ao país-sede a participação na prova de conjunto. No fim de 2015, foram selecionadas 11 ginastas que passarão pelos treinamentos antes de que seja definida a equipe final, no fim de junho, composta por cinco atletas, e que competirá no Rio.

Para essa primeira etapa da convocação, foram escolhidas Bárbara Domingos, Bruna Moraes, Drielly Daltoé, Eliane Sampaio, Gabrielle Moraes e Maiara Cândido, que se juntaram a Dayane Amaral, Emanuelle Lima, Francielly Machado, Jéssica Maier e Morgana Gmach, ginastas que conquistaram o pentacampeonato dos Jogos Pan-Americanos, em Toronto, e representaram o Brasil no Mundial da Alemanha.

Desde 6 de janeiro, a equipe iniciou a preparação no Centro Nacional de Treinamento, em Aracaju (SE), com as novas coreografias criadas com a contribuição da técnica Ina Ananieva, da Bulgária, campeã mundial em 2014 e vice em 2015. Para a apresentação com fitas, foi escolhida a música “Aquarela do Brasil”, cantada por Ivete Sangalo. Já na rotina de arco e maças, foi feito um mix de músicas brasileiras, como “Tico-tico no Fubá” e “Brasileirinho”.

Ana Cláudia Felizola e Mateus Baeta – brasil2016.gov.br