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Atletismo

14/12/2016 16h28

#JogoLimpo

Integrantes do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem tomam posse

Nomes foram aprovados pelo Conselho Nacional do Esporte e indicados pela Comissão Nacional de Atletas, confederações e Ministério do Esporte. Luciano Hostins é eleito presidente

Integrantes do Tribunal Anti-Dopagem e dirigentes do Ministério do Esporte na cerimônia de posse. Foto: Francisco Medeiros/ME

Em cerimônia realizada nesta quarta-feira (14.12), na sede do Ministério do Esporte, em Brasília, os nove integrantes do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem tomaram posse. Fernanda Bini, Luísa Parente, Marcel de Souza, Luciano Hostins, Guilherme da Silva, Gustavo Delbin, Humberto de Moura, Tatiana Nunes e Eduardo de Rose foram os escolhidos pela Comissão Nacional de Atletas (CNA), confederações esportivas e Ministério do Esporte.

Aprovados na 35ª reunião do Conselho Nacional do Esporte (CNE), em 28 de novembro, os integrantes foram empossados pelo ministro do Esporte, Leonardo Picciani, em cerimônia que contou ainda com a participação do secretário nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Rogério Sampaio, do secretário executivo do Ministério do Esporte, Fernando Avelino, do secretário Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social, Leandro Cruz, e do secretário Nacional de Esporte de Alto Rendimento, Luiz Lima.

Após a solenidade, os nove membros se reuniram na sede do ministério para definir o nome do presidente do tribunal. O escolhido, por meio de votação, foi Luciano Hostins. Os membros do tribunal têm mandato de três anos, com possibilidade de recondução por outros três anos.

Tribunal Antidopagem  

Com a nomeação dos integrantes do tribunal e a realização da primeira reunião, a expectativa é de que, nos próximos dias, a Agência Mundial Antidopagem (Wada, na sigla em inglês) declare o Brasil em conformidade com seu código mundial, levantando a suspensão anunciada no mês passado, durante encontro do Conselho de Fundação da entidade, em Glasgow (Escócia).

O ministro Leonardo Picciani elogiou a formação do tribunal e disse acreditar que se trata de um passo importante no combate ao doping no país: "A evolução do controle de dopagem é um legado dos Jogos Rio 2016. Iniciamos uma página fundamental para o esporte brasileiro".

"Estou feliz com a configuração do tribunal, particularmente com a participação da Luísa Parente e do Marcel, ex-atletas", destacou o secretário nacional da ABCD, Rogério Sampaio, referindo-se à ex-ginasta e ao ex-jogador de basquete da seleção brasileira.

"Temos advogados, médicos do esporte e, principalmente, atletas, o mais importante em um grupo que vai julgar outros atletas", acrescentou Eduardo de Rose, membro do tribunal. Um dos maiores especialistas do país no combate ao doping, De Rose será homenageado nesta quinta-feira (15.12), em Porto Alegre. Ele receberá o título de Professor Emérito da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (Esefid) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Justiça Desportiva Antidopagem

Criada pela lei 13.322/2016, a Justiça Desportiva Antidopagem (JAD) é formada por um Tribunal e por uma Procuradoria. Ambos dotados de autonomia e independência para o julgamento das violações às regras antidopagens. Com a JAD, o Brasil entra em conformidade com a convenção assinada com a Unesco por diversos países no compromisso de criar tribunais únicos para tratar de casos de doping.

O Tribunal e seus nove membros têm competência para julgar apenas os casos referentes à dopagem, ou seja, não substituem os tribunais de Justiça Desportiva das confederações brasileiras.

Ascom - Ministério do Esporte