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17/09/2016 16h46

Casa Brasil

Campanha para doação de órgãos é lançada com a participação de atletas

Ação do Ministério da Saúde apresenta atletas transplantados e busca estimular a população a conversar com as famílias sobre a intenção de doar órgãos

Foto: Rafael Azeredo / Casa Brasil
Foto: Rafael Azeredo / Casa Brasil

"É um ato de salvar vidas". O relato emocionado feito pelo judoca Bruno Cunha, transplantado de um rim, resumiu o que significa a doação de órgãos. Uma campanha lançada neste sábado na Casa Brasil tem o objetivo de incentivar ainda mais a iniciativa no país, aproveitando a realização das Paralimpíadas no Rio de Janeiro.

A campanha do Ministério da Saúde, que tem o slogan "Viver é uma grande conquista. Ajude mais pessoas a serem vencedoras", mostra atletas transplantados e busca estimular a população a conversar com as famílias sobre a intenção de doar órgãos. No Brasil, a doação, nos casos de morte encefálica, precisa de autorização da família.

No primeiro semestre deste ano, o país bateu o recorde, com 1.438 doadores, 7,4% a mais que no mesmo período do ano passado. A meta é alcançar 14,4 doadores por milhão de população (pmp). O índice atual é 14 pmp. A taxa de aceitação familiar no Brasil é de 56%, o que configura a menor taxa de recusa da América Latina. "O milagre todo desta história quem faz são os doadores. Gostaria de dizer a todas as famílias do Brasil que este é um ato de amor, de coragem, que salva pessoas que poderiam ter suas vidas interrompidas", declarou Bruno, que voltou ao esporte após o transplante.

Foram realizados 12.091 transplantes entre janeiro e junho, com crescimento de procedimentos em órgãos mais complexos como pulmão (31% a mais), fígado (6%) e coração (7%), em comparação com o primeiro semestre de 2015.

Foto: Rafael Azeredo / Casa Brasil

Transplantada de um pulmão há cinco anos, Liège Gautério, medalhista de ouro nos 100 metros e prata nos 200 metros nos Jogos Mundiais para Transplantados, em agosto de 2015, na Argentina, diz que as conquistas representam a importância da doação. "Esse gesto solidário num momento tão difícil para uma família me deu a segunda chance de viver", afirmou.

A conversa com a família deve ser incentivada para que os números continuem crescendo, segundo o secretário de Atenção à Saúde do Ministério, Francisco de Assis Figueiredo. "Há uma necessidade de conscientização junto à família", lembrou.

O Ministério da Saúde homenageou o cantor Fábio Beça, do Grupo Bom Gosto, por emplacar ações sociais em prol da doação de órgãos. Fábio passou por um transplante renal e lançou uma campanha reunindo personalidades do samba. Também foram homenageadas a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e a Secretaria de Saúde do Paraná.

Equipe Casa Brasil